Por que a carrocinha não funciona?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu 8o. Informe Técnico de 1992, diz na pg. 58 – item 9.4 que: Não existe nenhuma prova de que a eliminação de cães tenha gerado um impacto significativo na densidade das populações caninas ou na propagação da raiva. A renovação das populações caninas é muito rápida e a taxa de sobrevivência delas sobrepõe facilmente à taxa de eliminação (sacrifício), sendo que a mais elevada registrada no mundo até hoje foi em torno de 15% da população canina. Logo em pouco tempo todo o objetivo da eliminação terá ido água abaixo e todo o dinheiro empregado nessa terá sido gasto inutilmente.
Por que a esterilização é mais eficiente do que o recolhimento (carrocinha) e sacrifício dos animais?
O relatório da OMS, de 1999, elaborado por especialistas em raiva, reconhece a esterilização maciça como a melhor prática para controle populacional de animais urbanos, em substituição ao extermínio sistemático, comprovadamente ineficaz e mais caro. Não é possível pensar em controle de zoonoses urbanas na atualidade sem a esterilização . Hoje, mais do que nunca prevenir é mais barato, mais sensato e mais eficaz que remediar. A conclusão é que só teremos um combate eficaz contra as zoonoses e a superpopulação e, conseqüentemente maior proteção à saúde humana e animal, se controlarmos o excesso da população dos animais. O extermínio (sacrifício) ataca a conseqüência, enquanto a esterilização ataca a causa, a origem, a raiz do problema. Já é consenso por todos os órgãos nacionais e internacionais de saúde que só a esterilização maciça e em ritmo de campanha pode controlar a superpopulação de cães e gatos e combater às zoonoses.